Não Mamã
Não Mamãnão quero mamar
quero que me ensines a não ter medo do amanhã
quero saber lutar
Tenho o corpo em carne viva
numa terra onde não faltam leões
sinto o cansaço e as feridas dos arpões
vejo-me a desaparecer nesta existência furtiva
Ando cá há muito tempo
sempre à espera do momento
todas as armas que ostento
esgoto a troco duma fábula de sentimentos
dá-me uma máquina de viver
que eu seja autor dos meus rebentos
que nunca os comece a conter

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